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Doença do quadril · adulto jovem

Impacto femoroacetabular em Belo Horizonte

Uma diferença de formato entre o fêmur e o acetábulo que, em quem é ativo, vira atrito, dor na virilha e risco de desgaste precoce.

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Revisado por Dr. João LopoCRM-MG 43878Atualizado em set/2026

Ilustração do impacto femoroacetabular com ponto de contato entre o colo do fêmur e o acetábulo
Resposta rápida

O impacto femoroacetabular (IFA) acontece quando o colo do fêmur e a borda do acetábulo se tocam antes do tempo durante o movimento. Aparece entre os 20 e os 40 anos, com dor na virilha ao agachar, sentar muito tempo ou girar o quadril. O tratamento começa com fisioterapia; a artroscopia corrige o formato quando a dor persiste.

O que é o impacto femoroacetabular

O quadril é uma esfera, a cabeça do fêmur, encaixada numa concha, o acetábulo. No impacto femoroacetabular uma das duas peças tem um excesso de osso que faz as superfícies se encostarem no fim do movimento, principalmente ao dobrar e girar a perna para dentro.

Esse contato repetido machuca o labrum e a cartilagem da borda. Com o tempo, se nada muda, o atrito pode abrir caminho para a artrose do quadril antes da idade esperada.

Tipos de impacto

  • Came: saliência óssea no colo do fêmur, mais comum em homens jovens e atletas.
  • Pincer: o acetábulo cobre demais a cabeça do fêmur, mais frequente em mulheres.
  • Misto: as duas alterações juntas, que é o padrão mais encontrado.

Sintomas do impacto no quadril

A queixa clássica é a dor na virilha, às vezes descrita com a mão em forma de C abraçando a lateral do quadril. Ela aparece ou piora:

  • Ao agachar, sentar em cadeira baixa ou ficar muito tempo sentado
  • Ao cruzar as pernas ou entrar no carro
  • Durante esportes com giro, arrancada e chute
  • Com estalos, sensação de travamento e perda de mobilidade

Muita gente tem o formato de came ou pincer na radiografia e nunca sente nada. Por isso a imagem sozinha não define doença: o diagnóstico junta formato, sintomas e exame físico.

Exames para o diagnóstico

No exame físico, o teste de impacto (dobrar, aproximar e girar a perna para dentro) reproduz a dor. A radiografia em incidências específicas mede os ângulos do fêmur e do acetábulo. A ressonância magnética avalia o labrum e a cartilagem, que definem a urgência e o tipo de tratamento.

Tratamento do impacto femoroacetabular

Conservador

A primeira etapa, por pelo menos três meses, reúne fisioterapia com foco em controle do core e dos glúteos, ajuste do gesto esportivo e dos treinos e anti-inflamatórios nas crises. Uma parte relevante dos pacientes melhora o suficiente para seguir sem cirurgia.

Cirúrgico

Quando a dor persiste ou já há lesão associada, a artroscopia do quadril remove o excesso ósseo, remodela a transição entre cabeça e colo e repara o labrum, por duas ou três pequenas incisões. O objetivo é tirar a dor e proteger a cartilagem que ainda está boa.

O melhor resultado vem quando a cirurgia é feita antes de a artrose se instalar. Com o desgaste já avançado, a artroscopia perde efeito e outras opções passam a ser discutidas com o ortopedista Dr. João Lopo.

Referências e leitura recomendada

Fontes de sociedades médicas e instituições de saúde que embasam as informações desta página.

  1. Femoroacetabular ImpingementAmerican Academy of Orthopaedic Surgeons (OrthoInfo), em inglês
  2. ISHA, The Hip Preservation SocietyInternational Society for Hip Arthroscopy, em inglês

Perguntas frequentes sobre impacto femoroacetabular

Impacto femoroacetabular tem cura sem cirurgia?

O formato do osso não muda com fisioterapia, mas os sintomas do impacto femoroacetabular podem desaparecer. Muitos pacientes controlam a dor com fortalecimento do core e dos glúteos, ajuste do treino e mudança de hábitos, como evitar cadeiras baixas, e seguem ativos sem operar. A cirurgia fica para quem mantém dor após meses de tratamento.

Posso continuar treinando com impacto femoroacetabular?

Na maioria dos casos, sim, com adaptação. Exercícios com flexão profunda e giro do quadril, como agachamento completo e alguns movimentos de lutas e futebol, costumam ser reduzidos por um período, enquanto se fortalece a musculatura que estabiliza a articulação. O retorno ao volume normal é gradual e guiado pela dor.

O impacto femoroacetabular vira artrose?

Pode virar, principalmente quando o atrito continua por anos e já existe lesão da cartilagem na borda do acetábulo. Nem todo impacto evolui para artrose, e muita gente tem o formato alterado sem nunca sentir nada. O acompanhamento com exame e imagem serve justamente para identificar quem está em risco e agir antes.

Quanto tempo leva a recuperação da artroscopia para impacto?

O paciente anda com muletas nas primeiras duas a quatro semanas e volta às atividades do dia a dia em cerca de um a dois meses. O retorno ao esporte costuma acontecer entre quatro e seis meses, depois de recuperar força e controle do movimento com a fisioterapia, que começa já nos primeiros dias.

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